Archive for December, 2005

“trabalhando” a violência (e a brutalidade)

dmbandHatebreed : Live for this.

What we have are not possessions we own
It’s not weighed by greed or personal gain
This is real a desire for freedom.
A place apart from a world in abandon.

Every drop of blood
Every bitter tear
Every bead of sweat
I live for this
Live for this, Live, Live
If you don’t live for something you’ll die for nothing.

Eu simplesmente adoro pancadarias com letra de auto-afirmação. Mantras contemporâneos.

Lying under this spell you cast on me…

dmbandOuvindo bastante. Muito até. Dave Matthews tem “surgido” em momentos bastante pontuais, seja pra colorir as coisas boas, seja pra temperar as coisas ruins. Sim, porque, pô, melancolia, saudade, angústia e etc são tão parte da existência quanto alegria, satisfação, amor e etc…. então, sendo isso fato, melhor curtir todos os matizes de sentimento que nos abatem ao longo do dia da forma mais honesta o possível. Trilha sonora é tudo nessa vida, né?

Alegria gratuita: “crush” / Melancolia fora de hora: “gravedigger

Hive Magazine

hive magazineEdição nova já disponível para download. Se por um lado essa edição foi mais tranquila porque dividi a diagramação com a Rosana, por outro o pessoal do conteúdo teve problemas de toda ordem por lá então acabou atrasando. De todo modo o resultado final saiu bem legal, eu acho. O produto final é bem modesto e comportado até, mas estava valendo bastante a pena pelo lance de desenvolver o projeto gráfico, resolver os problemas e questões de editoração que vão pintando no caminho e, a quatro mãos, deixar a coisa coerente sem ser chata ou quadrada demais. Bom, isso fora as outras questões que eu comentei no post anterior. O lance todo continua divertido. Uma semana por mês eu brinco de fazedor de revista…

broken dogs

broken flowersFui assistir quarta-feira. A companhia foi ótima. O filme uma incógnita. Várias coisas são muito legais, a maneira como o sujeito estetiza as coisas mais ordinárias que ele vai encontrando pela frente e o jeito que eu gostei bastante. Nos detalhes, que ele nos insere naquele ambiente em que não dá pra ter certeza de nada e mesmo as poucas coisas (aparentemente) concretas são tão fragmentadas que nem nelas a gente pode se agarrar. Vale a pena. Bem acompanhado principalmente…

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ghost dogMas, falando em fragmentos, eu gostei mesmo foi do Ghost Dog. Personagens esquisitos em situações esquisitas, uma coleção de situações e quadros em que, de novo, o diretor estetiza o ordinário e “traveste” de drama as fantasias sem-pé-nem-cabeça dos — já ditos esquisitos — personagens que vão povoando a história. Eu acho o Forest Whitaker um cara legal. Eu acho o RZA mais legal ainda. Filmes de samurai então, nem se fala… ;ç)

Live by the code. Die by the code.
“who buck wild with tha trigga…?”

jennifer government

jenniferLeitura atual: Jennifer Government.
Ainda no começo, mas bastante promissor. Vale dar uma olhada no site do autor especialmente pelas alfinetadas que ele dá na edição brasileira do livro. Demonstra não só a presença de espírito do cidadão, como sua atenção com o próprio trampo. Bom, ou pode simplesmente ser porque ele é, afinal de contas, um nerd de internet com nada mais de interessante pra fazer na vida. De todo modo vale a leitura. E concordo com ele que o pessoal daqui deu uma comida de bola, o nome “EU S/A” e a janelinha de windows na contracapa ficaram realmente meio “lamer”… não fazem jus à graça do livro, na boa.

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fyodor…humor leve e cara-de-pau, melhor coisa depois de sobreviver a uma temporada tensa, densa e cheia de dilemas morais ao lado de Raskolnikov. Esse sim é foda, leitura de cabra macho sim sinhô, afemaria. Na real, na real nem tem muito o que dizer mesmo, só que esse russo maluco do Dostoiévski é realmente foda e, esse sim, faz por merecer tudo que se fala de bom da obra dele, putamerda…

fazendo o percurso inverso

coma imprintPrimeiro, estava ouvindo “What doesn’t kill you” achando do caralho e pensando cá com meus botões: “poxa, realmente tem alguma coisa bem loca especialmente na maneira como trocam de tempo no meio da música com a maior desfaçatez deste mundo, mas não é exatamente tão “jazzy” quanto o vitão propagandeou”. Óbvio, este disco mais recente é bem mais comportado e, lendo sobre, entendi que há justificativas de espaço-tempo pra não ser o melhor disco deles. Todavia, fazendo o percurso inverso rumo ao primeiro disco dos caras eu ouvi bastante coisa e, caralho, Candiria é mesmo foda. Os caras tem a manha de fazer uma parada sofisticada mas desgraçadamente pesada e bruta… não me perguntem como isso coexiste, por ora tô mesmo é chapando, ouvindo o som mais com as vísceras do que com o cérebro mesmo….

Ouvindo pacaraio: 300 Percent Density e The C.O.M.A. Imprint.