Terminei de ler. Caralho, que foda. Esse अह्मद सलमान रश्डी é mesmo um fanfarrão. Não consegui ler os versos satânicos ainda, mas por aqui acho que começo a entender o porquê da coisa toda. De todo modo, Shalimar não é sobre segredos muçulmanos, islâmicos, hindus ou alguma crítica política mais polêmica. É um romance, uma fantasia. Uma fantasia de personagens fantásticos em situações que colocam suas habilidades de serem fantásticos e fabulosos em constante exercício. Difícil abordar sem entregar algo que estrague o tesouro. O fato é que achei foda e me compele declarar isso aqui.
O que eu acho que me deixou mais de cara foi a habilidade do cara de não “desperdiçar” nada (cada situação e personagem contribui muito para o conjunto) e de integrar o romance dele a fatos históricos reais. A história de amor e tragédia de Shalimar começa numa Los Angeles (aliás, em Mulholland Drive, diga-se de passagem) em clima de cidade dos sonhos, com homens-lagarto, Deloreans voadores e valetes indianos. Disto, volta para uma Caxemira, conhecida como paraíso na terra, onde Shalimar aprende a voar; daí para a Europa da segunda guerra e daí pra um passeio que vai passar pela guerra entre Índia e Paquistão, pelo conflito entre Hindus e Muçulmanos, por terroristas filipinos, dragões interplanetários que regem a alma dos homens, princesas dançarinas e príncipes guerreiros, amazonas arqueiras que lutam boxe e fazem aula de tiro às quintas e mortos que andam entre os vivos e vice-versa. Mas, não se engane. É uma história de amor. É uma história de tragédia. E, por mais que pareça que eu disse muito aqui, eu não disse nada. O autor tem a manha de entregar o ouro na primeira página e sua missão, se decidir aceitá-la, é acompanhar a aventura e saber como as pessoas e os fatos chegaram onde ele, desde já, lhe disse onde vão chegar. O bagulho é foda.
“If there is a paradise on earth, it is this, it is this, it is this.”
Pourra, faz um tempo que não falo da revista aqui mas ela já alcança a edição #7 e não é que a danada vai indo bem? Não sei os números exatos, mas parece que no Arena IG a taxa de downloads está bastante satisfatória, quase batendo a vendagem de outras revistas “físicas” do mesmo gênero. Ok, ok, o fato de ser de graça torna a disputa injusta.
Mas, enfim, sem desenvolver muito mais o assunto — aé porque não há informação, bom senso nem respaldo profissional pra isso! — , fica aqui a anotação pessoal. Quem diria que esse lance de revista em PDF iria pra frente, né? Até bem pouco tempo atrás eu conhecia apenas a Bloodwars, que, porra, é legal pacaralho… mas conforme fui caçando, achei um tanto de títulos vagando por aí nessa rede que não é de Indra…
Baixem. Opinem. Vale anotar que hoje em dia a diagramadora da maior parte das matérias é a Rosana… mas, de todo modo, o projeto gráfico ainda é o que eu desenvolvi e algumas páginas eu ainda faço… :ç) Ah, e as capas até a edição seis são culpa minha… pode esculachar sem dó…
| HiveMag#1 | HiveMag#2 | HiveMag#3 |
| HiveMag#4 | HiveMag#5 | HiveMag#6 |
Nem lembro exatamente quando foi que trombei com isso, se foi no Last.Fm mesmo ou se foi naquelas propagandas de canto do amazon enquanto eu pegava imagem de capa e lista de faixas de alguma outra coisa que estivesse ouvindo.
Bom, o fato é que tenho ouvido Ill Niño pacaraio, o som é bom. Esse estilão “Nu-Metal” de Fm pós-Soulfly, pós-Linkin’Park, pós-raio-que-parta que, foda-se, é divertido, bom de ouvir, bem produzido e, especialmente, cai naquele grupo de “pancadarias de auto-afirmação” que eu já me confessei fã mesmo.
Bom, quem puder procure por aí, oiça e, podendo, prestigie — porque apesar de nenhum ter sido criado aqui de verdade, parece que alguns dos caras da banda são brasileiros e nascimento.
Surto de patriofanismo? Vai saber… ;Ç)
“A formally innovative feature film experience, the Beastie Boys handed out 50 cameras to audience members at their sold-out performance in New York’s famed Madison Square Garden in October 2004. These 50 different passionate perspectives shot from the point-of-view of the audience take the viewer deep inside the world of a live Beastie Boys show.”
Na verdade não vi nada sobre isso senão o trailer. Na verdade eu teria aí um sem-número de palavras até interessantes pra jogar por aqui desde o último post. Todavia me falta ânimo e, na dúvida, Beastie Boys é sempre, sempre divertido.
Fala que eu te escuto!