Archive for March, 2006

Shalimar, o equilibrista.

Terminei de ler. Caralho, que foda. Esse अह्मद सलमान रश्डी é mesmo um fanfarrão. Não consegui ler os versos satânicos ainda, mas por aqui acho que começo a entender o porquê da coisa toda. De todo modo, Shalimar não é sobre segredos muçulmanos, islâmicos, hindus ou alguma crítica política mais polêmica. É um romance, uma fantasia. Uma fantasia de personagens fantásticos em situações que colocam suas habilidades de serem fantásticos e fabulosos em constante exercício. Difícil abordar sem entregar algo que estrague o tesouro. O fato é que achei foda e me compele declarar isso aqui.

O que eu acho que me deixou mais de cara foi a habilidade do cara de não “desperdiçar” nada (cada situação e personagem contribui muito para o conjunto) e de integrar o romance dele a fatos históricos reais. A história de amor e tragédia de Shalimar começa numa Los Angeles (aliás, em Mulholland Drive, diga-se de passagem) em clima de cidade dos sonhos, com homens-lagarto, Deloreans voadores e valetes indianos. Disto, volta para uma Caxemira, conhecida como paraíso na terra, onde Shalimar aprende a voar; daí para a Europa da segunda guerra e daí pra um passeio que vai passar pela guerra entre Índia e Paquistão, pelo conflito entre Hindus e Muçulmanos, por terroristas filipinos, dragões interplanetários que regem a alma dos homens, princesas dançarinas e príncipes guerreiros, amazonas arqueiras que lutam boxe e fazem aula de tiro às quintas e mortos que andam entre os vivos e vice-versa. Mas, não se engane. É uma história de amor. É uma história de tragédia. E, por mais que pareça que eu disse muito aqui, eu não disse nada. O autor tem a manha de entregar o ouro na primeira página e sua missão, se decidir aceitá-la, é acompanhar a aventura e saber como as pessoas e os fatos chegaram onde ele, desde já, lhe disse onde vão chegar. O bagulho é foda.

“If there is a paradise on earth, it is this, it is this, it is this.”

HIVE MAGAZINE

hivemagPourra, faz um tempo que não falo da revista aqui mas ela já alcança a edição #7 e não é que a danada vai indo bem? Não sei os números exatos, mas parece que no Arena IG a taxa de downloads está bastante satisfatória, quase batendo a vendagem de outras revistas “físicas” do mesmo gênero. Ok, ok, o fato de ser de graça torna a disputa injusta.

Mas, enfim, sem desenvolver muito mais o assunto — aé porque não há informação, bom senso nem respaldo profissional pra isso! — , fica aqui a anotação pessoal. Quem diria que esse lance de revista em PDF iria pra frente, né? Até bem pouco tempo atrás eu conhecia apenas a Bloodwars, que, porra, é legal pacaralho… mas conforme fui caçando, achei um tanto de títulos vagando por aí nessa rede que não é de Indra

Baixem. Opinem. Vale anotar que hoje em dia a diagramadora da maior parte das matérias é a Rosana… mas, de todo modo, o projeto gráfico ainda é o que eu desenvolvi e algumas páginas eu ainda faço… :ç) Ah, e as capas até a edição seis são culpa minha… pode esculachar sem dó…

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ill Niño

Nem lembro exatamente quando foi que trombei com isso, se foi no Last.Fm mesmo ou se foi naquelas propagandas de canto do amazon enquanto eu pegava imagem de capa e lista de faixas de alguma outra coisa que estivesse ouvindo.

Bom, o fato é que tenho ouvido Ill Niño pacaraio, o som é bom. Esse estilão “Nu-Metal” de Fm pós-Soulfly, pós-Linkin’Park, pós-raio-que-parta que, foda-se, é divertido, bom de ouvir, bem produzido e, especialmente, cai naquele grupo de “pancadarias de auto-afirmação” que eu já me confessei fã mesmo.

Bom, quem puder procure por aí, oiça e, podendo, prestigie — porque apesar de nenhum ter sido criado aqui de verdade, parece que alguns dos caras da banda são brasileiros e nascimento.

Surto de patriofanismo? Vai saber… ;Ç)

Awesome… I Shot That!

beastie“A formally innovative feature film experience, the Beastie Boys handed out 50 cameras to audience members at their sold-out performance in New York’s famed Madison Square Garden in October 2004. These 50 different passionate perspectives shot from the point-of-view of the audience take the viewer deep inside the world of a live Beastie Boys show.”

Na verdade não vi nada sobre isso senão o trailer. Na verdade eu teria aí um sem-número de palavras até interessantes pra jogar por aqui desde o último post. Todavia me falta ânimo e, na dúvida, Beastie Boys é sempre, sempre divertido.