Estava trabalhando aqui quando o wendigo me pipoca com este link no msn. Vou repetir as palavras dele: “bem feitão”. Os caras exploraram muita coisa bacana em termos de linguagem: o lance de criar coisas meio grunge, meio graffiti, com cara de recorte, e manter o jeitão de sketch dos personagens usando esse lance de cellshading, é bem esperto e chegou num resultado forte, coerente e com tremendo apelo visual. Conseguiram o que eu acho que pouca gente consegue, que é criar um site realmente multimídia, usando áudio, carga de vídeo e pequenos joguinhos em uma espécie de advergame que não é exagerado, nem chato.
Aliás, criar um lance assim é uma coisa mais complicada do que parece. Quer dizer, o jogo tem que ser divertido para gerar retorno positivo para a marca. Mas não pode ser muito difícil, senão causa má impressão; nem fácil, senão parece bobo ou chato.
Neste caso, acho que o único excesso é esse clima constante de “será que você é descolado o suficiente para comprar um de nossos carros?”. Mas, enfim, o ponto é que, como site, é uma peça muito legal. Segura o usuário, entretém e fixa a marca. Agora, se ajuda a vender mais carros, esta é ooooutra história…
XD
Estúdio inglês com trabalhos muito, muito bacanas. Não sei bem como vim parar aqui, mas fiquei um bom tempo fuçando no site. Gosto deste tipo de navegação por ser simples, minimalista, funcional e incomum. A idéia não é nova, realmente, mas certamente está bem utilizada. Além disto, o portfolio dos caras arregaça. Trata-se, novamente, mais de uma questão de gosto do que exatamente de análise e justificativa “dezáiner” pra coisa. O trabalho é limpo, equilibrado e sólido. Eu gosto. Pracaralho.
Atenção especial para as seções Web e Identity & Brand.
Já vi e já me meti em algumas discussões sobre o que seria, o que se pensa e o que se vende como o conceito de web 2.0. Ainda não cheguei exatamente a uma conclusão clara ou a um conceito que se cristalize numa frase. De todo modo, esse “frisson” veio muito porque web 2.0 já foi (não é mais) a palavrinha da moda em conversa de marketeiro ou nerd descolado (a moda vigente é “second life”). Em linhas simples, eu diria que web 2.0 fala essencialmente de novas tecnologias permitindo a evolução e o aprofundamento de usos da nossa não-tão-velha e não-tão-boa internet. Conteúdo efetivamente multimídia — que aumenta o poder de fogo do hipertexto “transformando-o” em hipermídia — e uma efetiva “interatividade” entre transmissor e receptor através de um meio que entrega a mensagem (na ida e na vinda) de maneira cada vez mais flexível, modular e, enfim, “personalizada”.
Este não pretende, de todo modo, ser um post para discutir isto. Na verdade, “zapeando” a net aqui em busca de referências pra um novo projeto, esbarrei no site desta agência, que se apropria do nome e de certo modo chama para si a responsa de definir e explorar este tal conceito (palavrinha) da moda. Meio pretensioso, mas ok, cada um sabe o que é melhor pra si, nénão?
Independente da web-dois-ponto-zero ou não, o fato é que o site desta agência é muito bacana. Design limpo e sólido, com uma navegação interessante e umas boas demonstrações de tecnologia e “poder-de-fogo”. É simples, mas eficiente, e eu gostei bastante do que eles tem pra mostrar. Foi pros bookmarks com as tags “referências” e “ducaralho“, com certeza.
Cara, estou pensando aqui no que dizer sobre este álbum mas vejo que não tenho nada sólido ou relevante pra acrescentar. De todo modo, quero mesmo é anotar que toda vez que ouço essa bagaça acabo descobrindo alguma coisa nova. Batidas pesadas, referências nerds e a capacidade de criar colagens sonoras fudidas que nosso bom e velho Mike Patton desenvolveu tão bem no Fantômas. É um disco que vale a pena ouvir. Mais de uma vez.
P.S. Estou ouvindo aqui o mais recente do Tomahawk e não sei ainda bem o que achei. A primeira impressão não é boa, parece um disco pobre se comparado com os anteriores. Ou eu não entendi a brincadeira, o que é bem provável…
De vez em quando leio o Observatório da Imprensa, e algumas vezes consegui assistir à versão televisiva do programa. Quase sempre que eu leio (como este artigo de ontem) o que este cara escreve eu penso “Porra, agora o cidadão enxergou uma verdade”. Quisera eu amadurecer e chegar lá com o bom senso, a clareza de pensamento e o pé esquerdo deste senhor…
Em casa a patroa e eu estamos simplesmente viciados neste negócio. Não tem muito o que dizer, o pique de qualquer seriado mesmo é te alimentar com alguns “objetivos” individuais e coletivos dos personagens e ir brincando de tetris com eles.
O mérito aqui, penso eu, está no conjunto. Personagens ótimos, dinâmica fudida e um jeito muito, muito esperto de contar histórias. O cenário é uma funerária, então o gatilho para as histórias é sempre uma morte. E que melhor momento para se discutir e repensar a vida senão quando esbarramos na morte?
Em tempo: Ok, ok, o seriado até já acabou tem dois pra três anos. Mas nós não temos TV a cabo e só estamos acompanhando agora. E devo dizer que está valendo a pena pagar a locação-facada da 2001 pra isto…
Fala que eu te escuto!