Archive for November, 2007

Minh Long

Minh LongOs apreciadores da arte da cerâmica e/ou vietnamitas de plantão que me perdoem. Não faço idéia de como vim parar nesse site, tampouco se ele é um representante legítimo de alguma destas duas culturas (ou ambas), entretanto, como objeto da web, esta peça vale a apreciação.

Navegação muito elegante. Projeto visual coerente com o produto e a marca. Cuidado nos mínimos detalhes. E, especialmente, um uso muito inteligente de flash (com deeplinks espertos e o escambau), comprovando que com alguma mão de obra e usando (as vezes quebrando) a cabeça é possível criar um site que tenha uma arquitetura e entrega de conteúdo dinâmicos, com um front-end cheio de firulas do jeito que designer (e cliente) gostam.

O site: minhlong.com

Tekkonkinkreet

tekkonJá vi isto em gibi por aí e, apesar de simpatizar muito, não comprei nem tive a sorte de colocar as mãos numa cópia para ler o dito cujo. Certamente depois de ver este longa metragem estou mais compelido a gastar dinheiro se o vir por aí n’alguma loja.

Mas, bom, delongas à parte achei por bem escrever sobre este filme aqui para animar qualquer eventual leitor acidental a que tenha a coragem de pegar este filme se o vir perdido na prateleira da locadora ou caso algum amigo doido ofereça emprestado. De verdade.

Não sei nada sobre o gibi, mas o filme tem algumas coisas que realmente me chamaram a atenção:

  • A direção de arte é simplesmente fantástica. Bruta, num certo sentido, mas sem ser agressiva o tempo todo. Os caras conseguem transmitir muitas sensações com um traço completamente porrada.
  • A história é de um nonsense completo e despretensioso. Criam um universo realmente insano, mas para tratar de temas muito, muito simples e universais.
  • A cidade é um personagem a parte, sério. Vendo o Making-of então isto fica mais do que evidente. O esmero dos caras em torná-la real é inspirador.

É um desenho esquisito. Esquisitíssimo.
Bom bagarai.

Só pra saber, o site oficial da bagaça: sonypictures.com/homevideo/tekkonkinkreet/

Battles @ Clash | SP

BattlesYou need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video

Estive lá ontem.
Valeu a pena. Banda boa, banda muito boa; e entrada a preço decente ($30).

Som maluco desse jeito vale muito a pena ver em casa pequena. Porque justamente mais do que ir “prestigiar” a banda, o lance é ver como é que os caras fazem a coisa acontecer. Inevitavelmente (e que bom que seja assim) não é como ouvir o disco sendo executado, há improviso, variação, construção. Ok, e também fui pra pagar pau pro John Stanier.

Três pesares: O som estourou em alguns momentos, latinha de cerveja a cinco reais é inadmissível e a casa cobra taxa de serviço (hein!?) mesmo que você tenha ido até o balcão buscar a bagaça. Uma pena.

Em tempo: Obrigado Thais pelo link do video.

El Método

el metodoE mais uma vez o bom gosto da casa é salvo pela patroa.
Recomendo veementemente a quem quer que esteja lendo que procure este filme. “O que você faria?” (a tradução bizonha em português) é um filme que está na mesma gaveta mental de “The Corporation”, “Surplus” (não vi esse ainda, mas a Sarah comentou), “Jennifer Government”, etc. Retratos em alto-contraste de um certo modo de pensar e agir “corporativo” que vem se modelando na última década.

Entretanto, o barato aqui é que ao invés de martelar mais uma vez na tecla do consumismo, como se a produção e manutenção da empresa/produto fosse algo alheio a nós, ele fala do esforço feito na mão oposta, o esforço de fazer parte do processo e o custo disso. Muito bacana.

Gosto de olhar pra esse filme não pelo viés de “entrevista de emprego”, mas pelo lance de vida em sociedade mesmo, e como esse discurso “sun-tzuesco” mequetrefe na verdade já vazou há muito tempo dos corredores e baias das empresas e hoje invade a vida pessoal, familiar, social de um modo geral. Antes de responder mentalmente “ah, mas eu não trabalho pra essas malditas corporações” ou “ah, eu não como mcdonalds”, melhor realmente fazer uma reflexão sobre esse desespero por aceitação, mérito e “vitória” realmente acontece na vida cotidiana. Seja no escritório da Berrini, ou na micro-empresa de bairro, seja nas salas de reunião de mármore, ou na rodinha de conversa no boteco da esquina…

No IMDB: imdb.com/title/tt0427582/