Achei isto tão, mas tão legal que merecia até um post de blog.
Archive for the 'para ouvir' Category
Talvez eu tenha pegado o bonde andando, ou dormi no circular e acordei na volta, manja?
Entretanto, apesar de tardiamente, está sendo uma experiência bem interessante (re)conhecer Melvins (e suas variantes diversas) depois de velho.
E por falar em velho, impressionante como não importa com quem o Jello Biafra toque, o som sempre fique com a mesma cara. Lard soa como um Dead Kennedys industrial (duh) e “Jelvins” soa, bem, soa como Dead Kennedys mais bem produzido, sei lá. Isso é ruim? Claro que não! XD
Recomendo muito este disco.

Dio santo, que disco bem doido. Também, junta no mesmo metro quadrado um povinho pouco são.
Recomendo.

Estive lá ontem.
Valeu a pena. Banda boa, banda muito boa; e entrada a preço decente ($30).
Som maluco desse jeito vale muito a pena ver em casa pequena. Porque justamente mais do que ir “prestigiar” a banda, o lance é ver como é que os caras fazem a coisa acontecer. Inevitavelmente (e que bom que seja assim) não é como ouvir o disco sendo executado, há improviso, variação, construção. Ok, e também fui pra pagar pau pro John Stanier.
Três pesares: O som estourou em alguns momentos, latinha de cerveja a cinco reais é inadmissível e a casa cobra taxa de serviço (hein!?) mesmo que você tenha ido até o balcão buscar a bagaça. Uma pena.
Em tempo: Obrigado Thais pelo link do video.
É curioso pensar como as vezes a gente encontra verdadeiras pérolas nos lugares mais inusitados, né?
Quer dizer, a trilha sonora do seriado Cowboy Bebop é, per se, uma das coisas mais legais que eu já ouvi na vida. Bem composta, climática, bem executada, sofisticada e completamente dentro do frame estético proposto pelo seriado que é igualmente d%&$@lho. Destaque especial para “Tank!” (a música da abertura) e para “What planet is this?“, minhas favoritas.
Agora, não obstante todas as milhares de referências nerds obscuras escondidas tanto no seriado quanto na trilha, esses dias estava cá ouvindo e reparei que a música “3,14″ não é só uma musiquinha sinistra cantada em japonês. Reparei que nos últimos versos, na verdade, a letra era exatamente Pi recitado em “engrish”. E procurando entender a coisa mais a fundo, encontrei na letra toda um pequeno resumo de coisas muito, muito relevantes acerca de geometria sagrada.
Mais uma vez, três vivas para a dona Yoko Kanno, que é um gênio, e meu muito obrigado para o não menos genial Mestre Tani, por abrir minha mente para todo esse universo da geometria sagrada (e também por traduzir a letra e ainda me enviar a gravura que coloquei aqui junto, esse é simplesmente O Mestre).

01. KMFDM – Adios (junho/1999): Industrial alemão
capa: Aidan Hughes
02. Pennywise – Straight Ahead (junho/1999): Hardcore californiano
capa: Dave Leamon
Cara, esta é até difícil de comentar. Dois discos completamente diferentes, produzidos em locais diferentes, por gente diferente e com um design de capa tão desgraçadamente parecido …e, mais, no mesmo ano!
Não encontrei detalhes (nem sei se poderia, a internet é boa mas nem tanto) sobre o tempo de produção dos discos, mas o fato é que inclusive foram lançados (pasmem!) no mesmo mês!
Neste caso de aparente “empate”, na boa, acho que temos de dar o ponto para o senhor Aidan Hughes. Quando colocamos em linha o trampo do KMFDM, dá pra notar uma intenção por trás dos projetos gráficos que vem criando uma continuidade desde 1986, uma espécie de storyline cujas referências são antigos pôsteres de propaganda política, com mensagems textuais ilustradas por imagens dramáticas e de alto impacto visual, enquanto o portfolio do senhor Dave Leamon é mais “sortido”, fruto de uma tendência mais para o Lowbrow, que bebe da fonte dos quadrinhos underground americanos.
De todo modo, o mais bacana aqui é perceber realmente como fontes distintas convergem para um ponto em comum. Não sei se dá pra ficar nos bons termos de uma feliz coincidência ou podemos entrar numa discussão de empobrecimento e pasteurização do design das capas de disco de “rock”. Fica a ponta solta…
E enfim, a idéia destes artigos também não é promover a discórdia nem julgar qual trampo é mais válido. Pelo contrário, a proposta aqui é apenas documentar estas pequenas descobertas e colocar as coisas lado-a-lado, apenas para fruição e para uma discussão informal sobre referências, influências e como contexto e repertório influenciam pracaralho do trabalho final de qualquer projetista/artista….
Se alguém se habilita a jogar lenha na fogueira, os comentários estão em aberto!

01. Garotos Podres – Com a corda toda (1997): punk desgraceira
02. Three Days Grace – One-X (2006): numetal farofa
Gozado como duas bandas tão diferentes e tão distantes no espaço-tempo produziram capas de certa forma tão parecidas. Quando reparei na semelhança achei muita graça.
Sem muita análise, sem muita discussão até porque realmente são universos e tempos tão diferentes que acho que a comparação ficariam meio sem-pé-nem-cabeça. Fica anotado mais como curiosidade. E certamente devem haver outras capas de disco que usaram do mesmo conceito. Quem quiser se habilitar a encontrar e mandar, fica aberta a mesa de discussão.

Eduardo Marques Tanaka





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